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Camila Barbosa Lyra – Nefrologista em Recife – PE

A pedra nos rins é uma condição frequente que pode causar dor intensa, mas muitas vezes pode ser prevenida com medidas simples

A pedra nos rins, também chamada de cálculo renal, é uma condição muito comum e que pode causar desde pequenos desconfortos até crises intensas de cólica renal.

O problema acontece quando substâncias presentes na urina se concentram e formam cristais, que podem crescer e dar origem aos cálculos urinários. Essas pedras se formam nos rins, mas podem migrar pelos ureteres e bexiga, até serem eliminados ou retirados,

Dependendo do tamanho e da localização, o cálculo pode permanecer sem sintomas por muito tempo ou provocar dor intensa, sangue na urina, náuseas, infecção urinária e obstrução da urina.

A boa notícia é que muitos casos podem ser prevenidos com medidas simples, principalmente através de hidratação adequada, mudanças alimentares e investigação dos fatores que favorecem a formação das pedras.

Por isso, identificar precocemente os fatores de risco e realizar acompanhamento adequado com nefrologista é fundamental para prevenir novos cálculos e evitar complicações futuras.


Doença Renal Crônica - Nefrologista em Recife Dra. Camila Barbosa Lyra

Dra. Camila Barbosa Lyra é médica nefrologista em Recife, com atuação voltada ao cuidado individualizado de pacientes com doenças renais.

Com mais de 10 anos de experiência como nefrologista, tem mestrado e doutorado pela UFPE e atua como preceptora no Hospital da Clínicas – UFPE.

Sua trajetória reforça o compromisso com uma medicina atualizada, cuidadosa e baseada em evidências científicas.

Suas consultas são realizadas com tempo e atenção, permitindo um cuidado mais completo, humano e individualizado, focado no paciente.

O que é pedra nos rins ou cálculo renal?

O cálculo renal é formado pelo acúmulo de cristais presentes na urina.

Esses cristais podem aumentar progressivamente até formar pedras de diferentes tamanhos.

Os cálculos urinários normalmente se formam nos rins. Dependendo do tamanho e da localização, podem permanecer no rim ou migrar pelo ureter até a bexiga, podendo causar dor, obstrução urinária, sangue na urina e infecção.

Pedra nos rins - Nefrologista em Recife Dra. Camila Barbosa Lyra

Quando os cálculos são pequenos, muitas vezes o organismo consegue eliminar espontaneamente.

Já cálculos maiores podem causar dor importante e necessitar de tratamento cirúrgico específico.


Por que o cálculo renal se forma?

A formação do cálculo renal está relacionada principalmente à alteração na composição da urina.

Quando existe excesso de determinadas substâncias ou redução da quantidade de líquidos, aumenta a chance de cristalização.

Diversos fatores podem contribuir para isso.


Quais são os principais fatores de risco?

  • Baixa ingestão de líquidos

Esse é um dos fatores mais importantes. Quando a ingestão de água é insuficiente, a urina fica mais concentrada, favorecendo a formação de cristais.

Pessoas que transpiram muito ou vivem em regiões quentes também podem apresentar maior risco.

  • Predisposição genética

O histórico familiar tem papel importante. Pacientes com familiares que tiveram cálculo renal apresentam maior chance de desenvolver a doença.

  • Alimentação rica em sal

O excesso de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina e favorece a formação de cálculos. Alimentos ultraprocessados, embutidos e industrializados costumam ter grande quantidade de sal.

  • Consumo excessivo de proteína animal

Dietas com excesso de proteína podem alterar o pH urinário e aumentar a eliminação de substâncias associadas à formação de cálculos.

  • Obesidade

A obesidade está relacionada a alterações metabólicas que aumentam o risco de cálculo renal. Além disso, também está associada a hipertensão e diabetes, que podem impactar a saúde dos rins.

  • Infecção urinária

Alguns tipos de bactérias favorecem a formação de cálculos específicos. Por isso, infecções urinárias recorrentes merecem investigação.

  • Alterações metabólicas

Algumas pessoas apresentam maior eliminação urinária de cálcio, ácido úrico ou oxalato, o que aumenta o risco de formação de pedras.

  • Uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem favorecer o aparecimento de cálculos em determinados pacientes.


Existem diferentes tipos de pedra nos rins?

Sim. Os cálculos podem ser formados por diferentes substâncias.

Os principais tipos de cálculo incluem:

  • Cálcio (oxalato e fosfato de cálcio)
  • Ácido úrico
  • Estruvita
  • Cistina

A composição do cálculo influencia o tratamento e as medidas preventivas.


Quais são os sintomas do pedra nos rins?

O sintoma mais conhecido é a cólica renal. A dor costuma surgir de forma súbita e intensa.

Em muitos casos, começa na região lombar e pode irradiar para abdome, virilha ou região genital. A intensidade da dor varia conforme o tamanho e a movimentação do cálculo.

Além da dor, outros sinais podem aparecer:

  • náuseas e vômitos
  • sangue na urina
  • ardência ao urinar
  • aumento da frequência urinária
  • urgência urinária
  • dificuldade para urinar

Alguns pacientes também podem apresentar febre, especialmente quando existe infecção associada.


Pedra nos rins pode não causar sintomas?

Sim. Em alguns casos, o cálculo é identificado apenas durante exames de rotina, como ultrassonografia ou tomografia.

Isso acontece principalmente quando as pedras permanecem paradas no rim sem causar obstrução.

Mesmo sem sintomas, a avaliação com o nefrologista é importante para investigar fatores que favorecem a formação dos cálculos e identificar alterações que podem ser corrigidas, ajudando a prevenir o crescimento das pedras, formação de novos cálculos, infecções urinárias, obstruções e outras complicações renais


Quem tem pedra nos rins precisa procurar um nefrologista?

Em muitos casos, sim.

O nefrologista ajuda a investigar fatores que favorecem a formação das pedras e reduzir o risco de novos episódios.

A avaliação com nefrologista é especialmente recomendada para pessoas com:

  • episódios repetidos de cálculo renal
  • primeiro episódio em pacientes com doenças associadas, como diabetes, obesidade ou hipertensão
  • perda da função renal ou alteração da creatinina
  • histórico familiar de pedra nos rins
  • infecção urinária de repetição associada ao cálculo
  • cálculos nos dois rins
  • múltiplos cálculos renais
  • necessidade de internação ou procedimento urológico

Em muitos casos, exames de sangue e urina ajudam a identificar alterações metabólicas que aumentam o risco de formação das pedras.

A investigação adequada permite orientar medidas de prevenção individualizadas e reduzir o risco de novos cálculos e complicações futuras.


Quando pedra nos rins pode ser mais grave?

Algumas situações merecem atenção especial.

O risco de complicações aumenta quando ocorre:

  • pedra está bloqueando a passagem da urina entre o rim e a bexiga
  • infecção urinária associada
  • perda da função renal
  • cálculos em ambos os rins
  • rim único

Nesses casos, a avaliação deve ser mais rápida.


Quais exames ajudam no diagnóstico?

Existem diferentes exames que ajudam a identificar o cálculo renal e avaliar sua repercussão.

  • Ultrassonografia

É um exame simples, amplamente disponível e sem radiação. Pode identificar cálculos e avaliar dilatação das vias urinárias.

  • Tomografia abdominal

A tomografia costuma ser o exame mais sensível para detectar cálculos. Ela permite identificar tamanho, localização e quantidade de pedras.

  • Exame de urina

Ajuda a identificar: densidade e pH da urina, presença de sangue na urina, cristais e sinais de infecção.

  • Avaliação metabólica

Pacientes com cálculo renal recorrente precisam de investigação metabólica mais detalhada com exames de sangue e urina de 24 horas. Essa avaliação ajuda a identificar alterações que favorecem a formação de pedras.

  • Estudo da composição do cálculo (análise cristalográfica)

É um exame realizado na pedra eliminada ou retirada do paciente para identificar do que o cálculo é formado, como oxalato de cálcio, ácido úrico, estruvita ou cistina.

 Essa análise ajuda a investigar a causa do cálculo e orientar medidas mais específicas de prevenção.


O cálculo renal pode voltar?

Sim. Esse é um ponto muito importante.

A formação de pedra nos rins pode voltar a acontecer após a eliminação ou retirada cirúrgica de cálculos.

Cerca de metade das pessoas pode apresentar um novo episódio de cálculo renal ao longo da vida, principalmente quando os fatores que favorecem a formação das pedras não são identificados e tratados.

O risco de recorrência é maior em pessoas com:

  • baixa ingestão de água
  • histórico familiar de cálculo renal
  • obesidade
  • dieta rica em sal
  • excesso de proteína animal
  • diabetes
  • infecção urinária de repetição
  • múltiplos episódios prévios de pedra nos rins.

Nesses casos, após um episódio de cálculo renal, é importante investigar a causa com o nefrologista e adotar medidas de prevenção para reduzir o risco de formação de novos cálculos. A prevenção é fundamental.


Como prevenir novos cálculos?

A prevenção do cálculo renal depende da causa da formação das pedras e das características individuais de cada paciente. Por isso, a avaliação com nefrologista é importante para identificar fatores que favorecem o surgimento dos cálculos e orientar medidas específicas para cada caso.

Mesmo assim, algumas medidas costumam ajudar na maioria das pessoas e podem reduzir significativamente o risco de novos episódios.

As principais orientações incluem:

  • Aumentar ingestão de líquidos: a hidratação adequada é uma das medidas mais importantes. O objetivo é manter a urina mais diluída, reduzindo a formação de cristais.
  • Reduzir consumo de sal: o excesso de sódio aumenta o risco de formação de cálculos. Reduzir alimentos industrializados pode ajudar.
  • Ajustar alimentação: dependendo do tipo de cálculo, pode ser necessário ajustar o consumo de proteínas, oxalato ou outros alimentos específicos.
  • Tratar fatores associados: controle da obesidade, hipertensão e diabetes também faz parte da prevenção.
  • Praticar atividade física regularmente
  • Evitar excesso de suplementos sem orientação médica
  • Acompanhamento médico regular: pacientes com episódios recorrentes de cálculo renal devem realizar acompanhamento periódico para reduzir o risco de novas crises e complicações futuras.
  • Utilizar medicações para reduzir a formação de novas pedras

Em alguns casos, pode ser necessário utilizar medicações específicas para reduzir a formação de novos cálculos renais. A medicação utilizada varia conforme o tipo de cálculo e as alterações identificadas nos exames de sangue e urina.


Quanto de água devo beber para evitar pedra nos rins?

Aumentar a ingestão de líquidos é uma das principais medidas para prevenir novos cálculos renais. Quando a urina fica mais concentrada, aumenta a chance de formação dos cristais que dão origem às pedras.

De forma geral, o objetivo é produzir pelo menos cerca de 2 a 2,5 litros de urina por dia, o que normalmente exige ingestão de aproximadamente 2,5 a 3 litros de líquidos ao longo do dia para a maioria das pessoas.

Pacientes que suam muito, praticam atividade física, vivem em regiões quentes, ou já tiveram cálculos recorrentes podem precisar de quantidades ainda maiores de água.

Uma dica prática é observar a cor da urina:

  • urina muito escura pode indicar baixa hidratação
  • o ideal é manter a urina clara na maior parte do dia

O cálculo renal pode afetar a função dos rins?

Sim. Quando há obstrução importante ou episódios repetidos, pode ocorrer redução da função renal de forma permanente (doença renal crônica).

Por isso, o acompanhamento adequado com nefrologista faz diferença.


O cálculo renal sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos cálculos pequenos conseguem ser eliminados espontaneamente.

O tratamento depende de fatores como:

  • tamanho do cálculo
  • localização
  • presença de infecção ou obstrução

Como funciona o tratamento das pedras nos rins?

O tratamento pode incluir:

  • controle da dor
  • hidratação quando necessário
  • medicações específicas direcionada para alterações metabólicas de cada paciente
  • procedimentos cirúrgico para retirada do cálculo em alguns casos

A abordagem varia conforme cada paciente.


Nefrologista ou urologista: qual procurar para pedra nos rins?

Embora as duas especialidades cuidem do sistema urinário, o nefrologista e o urologista têm papéis complementares — e entender a diferença é essencial para quem sofre com pedra nos rins.

O urologista é o especialista cirúrgico. Ele atua quando a pedra nos rins precisa ser retirada por procedimento, como litotripsia (ondas de choque), ureteroscopia ou cirurgia.

O nefrologista é o especialista clínico. Ele investiga por que a pedra nos rins se formou e orienta o tratamento com medicamentos para evitar novos episódios. Também acompanha os efeitos da pedra nos rins sobre a função renal.

Na prática, as duas especialidades trabalham juntas:

  • O urologista retira a pedra nos rins
  • O nefrologista investiga a causa e previne o reaparecimento

Regra simples: se a pedra nos rins está causando dor, obstrução ou precisa ser retirada → urologista. Se você quer entender por que as pedras se formam e evitar que voltem → nefrologista.


Conclusão

O cálculo renal ou pedra nos rins é uma condição comum e que pode variar desde quadros assintomáticos até episódios de dor intensa.

A investigação adequada ajuda a identificar fatores associados, para reduzir o risco de recorrência e proteger a função renal ao longo do tempo.

Dor lombar intensa, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes e crises repetidas são situações que merecem avaliação especializada.

O acompanhamento adequado com nefrologista permite diagnosticar e tratar fatores associados, para reduzir a formação de novos cálculos e preservar a saúde dos rins ao longo do tempo.

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